Oferta curta, exportações e dólar voltam a elevar milho em novembro

     Porto Alegre, 29 de novembro de 2019 – O mercado brasileiro de milho seguiu apresentando preços em elevação no mês de novembro. A oferta limitada, com boa procura no mercado interno e para exportação, contando ainda com um dólar muito firme, levou à contínua melhora nos valores ao longo do mês nas principais praças de comercialização.

     A oferta já vinha retraída com os produtores retendo o milho à espera de melhores preços diante da apreensão com a safra de verão e com a safrinha do próximo ano em função da falta de chuvas em muitas áreas produtoras. O forte fluxo de exportações garante um melhor escoamento da oferta, contando com um dólar elevado, o que vem trazendo ainda mais força ao movimento positivo dos preços.

     No balanço mensal, o milho no Porto de Santos, na base de compra, subiu de R$ 40,50 para R$ 43,00 a saca em novembro até este dia 28. Em Campinas/CIF, a cotação na base de venda avançou no mês de R$ 42,50 para R$ 50,00 a saca. Na região Mogiana paulista, as cotações passaram de R$ 41,00 para R$ 48,00.

     Em Cascavel, no Paraná, o preço avançou de R$ 39,00 para R$ 42,00 a saca na base de venda. Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação subiu de R$ 32,00 para R$ 36,00. Já em Rio Verde, Goiás, o mercado avançou de R$ 35,00 para R$ 40,50 a saca. Em Uberlândia, Minas Gerais, cotação subiu de R$ 40,00 para R$ 45,00.

Exportações

     As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 445,2 milhões em novembro (15 dias úteis) até o dia 24, com média diária de US$ 29,7 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 2,605milhões de toneladas, com média de 173,7 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 170,90.

     Na comparação com a média diária de outubro, houve uma retração de 33,2% no valor médio exportado, uma baixa de 34,9% na quantidade média diária e ganho de 2,6% no preço médio. Na comparação com novembro de 2018, houve perda de 6,6% no valor médio diário exportado, retração de 4,7% na quantidade média diária de volume e desvalorização de 2% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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