Arroz tem preços e demanda fracos no Brasil em novembro

Porto Alegre, 29 de novembro de 2019 – O mercado brasileiro de arroz teve preços mais fracos em novembro. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Gabriel Viana, a demanda um pouco mais fraca tirou o ímpeto altista dos preços no curto prazo e reduziu as elevações do cereal no mês. “Ainda assim, a expectativa é de que os preços sigam subindo, lentamente, até o período de colheita da próxima safra”, disse.

Boa parte das beneficiadoras trabalham na semana com o produto já adquirido, sinalizando ter estoques suficientes até o início da próxima temporada, mas indicando interesse em novas compras no spot quando oportunidades de preços aparecem.

“Apesar da forte alta do dólar frente ao real nas últimas semanas encarecer a importação, a concorrência segue muito forte. Orizicultores, por sua vez, estão menos presentes no mercado. Parte dos vendedores está capitalizada e espera elevações nos preços da saca nas primeiras semanas de 2020 devido ao período de entressafra e colheita mais tardia da próxima safra. Entretanto, alguns comercializaram lotes para entregas programadas nas próximas semanas e recebimento nos primeiros meses do próximo ano”, analisou.

Rio Grande do Sul

Segundo boletim semanal da Emater/RS, o plantio do arroz atinge 84% da área no Rio Grande do sul. A evolução semanal foi de 11 pontos percentuais. Em igual período do ano passado, os trabalhos atingiam 99% da área. A média para o período é de 97%. A área é estimada em 944.549 hectares.

O tempo favorável permitiu aos produtores avanços no plantio em todas as regiões. As lavouras estão 100% na fase de desenvolvimento vegetativo. Na safra atual, o ciclo de 15% da cultura se encontra em atraso em relação ao mesmo período na safra passada, decorrente das precipitações excessivas de outubro, que prejudicaram as atividades de preparo do solo e as de semeadura.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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