Algodão sobe no Brasil sustentado pelo dólar e NY

    Porto Alegre, 26 de novembro de 2019 – O dólar comercial atingindo níveis recordes aumentou a competividade do algodão brasileiro no exterior e garantiu mais um dia de alta para a cotação da pluma no mercado doméstico. No CIF de São Paulo, a fibra foi indicada a R$ 2,59/libra-peso, com alta de 0,34% e no maior patamar desde 18 de julho de 2019. Nas regiões de produção do Mato Grosso as indicações oscilam entre R$ 2,43 e R$ 2,50 por libra-peso, garantindo margem positiva sobre o custo de produção estimado pelo IMEA para a safra 2019/20.

     A desvalorização da moeda brasileira permite que, mesmo com a alta dos preços em reais, as cotações em dólar recuem. No FOB de Santos a pluma brasileira fechou a terça-feira indiada a 62,51 cents de dólar por libra-peso (c/lb), com queda de 3,1% em relação ao mesmo momento do mês passado e de 17,58% quando comparado à igual período do ano passado. O valor também ficou 5,21% inferior ao do contrato de maior liquidez na Ice Futures.

     Nova York

     A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços moderadamente mais altos nos contratos mais ativos nesta terça-feira.

     A sessão foi de muita volatilidade, de altos e baixos. Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Élcio Bento, em uma sessão com dificuldades para um direcionamento mais claro, o mercado acabou sustentado pelo maior otimismo com um acordo comercial entre Estados Unidos e China. O petróleo também teve ganhos em boa parte do dia, o que contribuiu para o suporte no algodão.

     Entretanto, houve aspectos baixistas, como indica Bento, que trouxeram pressão sobre as cotações. O clima favorável à colheita nos Estados Unidos, com boa evolução dos trabalhos, e a alta do dólar no Brasil, que estimula as exportações brasileiras, pesaram sobre os preços.

     O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução da colheita das lavouras de algodão. Até 24 de novembro, a área colhida era apontada em 78%. Na semana passada, era de 68%. Em igual período do ano passado, o número estava em 68% e a média dos últimos cinco anos é de 74%.

     Os contratos com entrega em março/2020 fecharam a 65,95 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 0,15 centavo, ou de 0,2%. Maio/2020 fechou a 67,06 centavos, com elevação de 0,25 centavo, ou de 0,4%.

     Câmbio

     O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,61%, sendo negociado a R$ 4,2410 para venda e a R$ 4,2390 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,2380 e a máxima de R$ 4,2770.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) – Agência SAFRAS

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