Boi estende alta nos preços com quadro agudo de restrição de oferta

     Porto Alegre, 25 de outubro de 2019 – O mercado físico de boi gordo seguiu com preços em alta nesta semana nas principais regiões de produção e comercialização do país. “A pecuária de corte segue apresentando consistente movimento de alta ao longo do mês. Esse movimento foi uma consequência do quadro de restrição de oferta que dominou o período avaliado, levando os frigoríficos de menor porte a atuar de maneira efetiva na compra de gado”, disse o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

     “Por sua vez, os frigoríficos de maior porte ainda atuaram de maneira discreta no mercado, avaliando a incidência de boi a termo e outras modalidades de parceria, além da utilização de confinamento próprio para suprir suas necessidades mais imediatas de matéria-prima. Ao mesmo tempo, as exportações em bom nível são outro elemento a ser destacado para a alta dos preços domésticos”, aponta Iglesias.

     Os preços a arroba do boi gordo na modalidade à vista nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 24 de outubro:

* São Paulo (Capital) – R$ 168,00 a arroba, contra R$ 165,00 a arroba em 17 de outubro.

* Goiás (Goiânia) – R$ 153,00 a arroba, ante R$ 151,00 a arroba.

* Minas Gerais (Uberaba) – R$ 159,00 a arroba, ante R$ 157,00 a arroba.

* Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 156,00 a arroba, ante R$ 154,00 a arroba.

* Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 150,00 a arroba, ante R$ 148,00 a arroba.

Exportações

     As exportações de carne bovina “in natura” do Brasil renderam US$ 476.4 milhões em outubro (14 dias úteis), com média diária de US$ 34 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 108,4 mil toneladas, com média diária de 7,7 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.396,10.

    Na comparação com setembro, houve alta de 36% no valor médio diário da exportação, ganho de 31,4% na quantidade média diária exportada e alta de 3,5% no preço. Na comparação com outubro de 2018, houve ganho de 41,4% no valor médio diário, alta de 25,3% na quantidade média diária e ganho de 12,9% no preço médio.

    Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

     Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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