Oferta curta e demanda firme sustentam preços do boi gordo

     Porto Alegre, 18 de outubro de 2019 – O mercado físico de boi gordo seguiu com preços firmes nesta semana nas principais regiões de produção e comercialização do país. “A pecuária de corte segue apresentando consistente movimento de alta ao longo do mês, consequência do quadro de restrição de oferta que domina a atividade e leva os frigoríficos de menor porte a atuar de maneira mais agressiva na compra de gado”, disse o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

     “Por sua vez, os frigoríficos de maior porte ainda atuaram de maneira discreta no mercado, avaliando a incidência de boi a termo e outras modalidades de parceria, além da utilização de confinamento próprio para o suprimento de suas necessidades mais imediatas de matéria-prima. Ao mesmo tempo, as exportações em bom nível são outro elemento a ser destacado para a alta dos preços domésticos”, aponta Iglesias.

     Os preços a arroba do boi gordo na modalidade à vista nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 17 de outubro:

* São Paulo (Capital) – R$ 165,00 a arroba, contra R$ 163,00 a arroba em 10 de outubro.

* Goiás (Goiânia) – R$ 151,00 a arroba, estável.

* Minas Gerais (Uberaba) – R$ 157,00 a arroba, ante R$ 156,00 a arroba.

* Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 154,00 a arroba, ante R$ 153,00 a arroba.

* Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 148,00 a arroba, ante R$ 147,00 a arroba.

Exportações

     As exportações de carne bovina “in natura” do Brasil renderam US$ 324 milhões em outubro (9 dias úteis), com média diária de US$ 36 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 73,9 mil toneladas, com média diária de 8,2 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.386,90.

     Na comparação com setembro, houve alta de 43,9% no valor médio diário da exportação, ganho de 39,3% na quantidade média diária exportada e alta de 3,3% no preço. Na comparação com outubro de 2018, houve ganho de 49,6% no valor médio diário, alta de 32,8% na quantidade média diária e ganho de 12,7% no preço médio.

     Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

     Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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